Reprodução da Notícias na Mídia: Jornal das 18h00

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Reprodução da Mídia

18h00 Leila Gazer

Âncora: Boa noite! Começamos nosso jornal com a notícia mais comentada do dia. O Brasil pode ser denunciado pela ONU por Desigualdade Jurídica. Vamos chamar Daniela Lírio, que tem mais informações para a gente. Daniela, já terminou a reunião na Alta Corte?

Daniela Lírio: Não, Leila. Depois que o Presidente se reuniu com a Alta Corte, os assessores pararam de dar informações. Aqui no Congresso, estão repercutindo muito mal as palavras do senador. Eles falam o seguinte: “Uma coisa é o senador se destemperar com pessoas dentro do país, outra é ele perder a compostura com um chanceler da Corte de Haia, principalmente neste momento delicado”.

Âncora: Daniela, alguém sabe quais são as outras penalidades para o Brasil?

DL: Eu conversei com alguns deputados e senadores da oposição. Eles dizem o seguinte: “Eles não concordam com a penalidade referente ao Impeachment porque, segundo eles, é uma situação diferente. Então, eles estão aguardando a vinda do chanceler Costa para contestarem essa penalidade”.

Âncora: – Bem, isso se o Chanceler vier, né, Dani. Depois que o senador o chamou de chancelerzeco. Dani, obrigada por nos trazer todas as informações de Brasília.

DL: Até Amanhã!

Âncora: Hoje o dia está difícil. Agora há pouco, aconteceu um acidente na zona sul. Um motorista freou em cima do sinal na faixa de pedestres e atropelou algumas pessoas que estavam atravessando a rua. Segundo testemunhas, o motorista estava falando no celular. Estamos aguardando o link do nosso jornalista. Ah!… agora sim. Está me ouvindo, Arthur Murilo?

Arthur Murilo: Sim. Leila, Boa noite! O acidente ocorreu aqui na Gávea. Um motorista avançou sobre a faixa de pedestres. Segundo testemunhas, o sinal tinha acabado de fechar e o motorista, que estava falando ao celular, não conseguiu frear e atropelou uma senhora e duas adolescentes. Os bombeiros informaram que a situação da senhora é mais grave, mas não corre risco de morte, e as adolescentes sofreram ferimentos leves.

Âncora: É um absurdo! Quando que as pessoas vão tomar consciência de que não se deve dirigir falando ao telefone?! Obrigada, Arthur Murilo. Boa noite! Bem, vamos continuar falando sobre esta notícia, que pode trazer muitos problemas para o Brasil. Temos Bete Passare no link?… Boa noite, Bete! Ouvi mais cedo que você iria assistir à pesagem do país Nova Viena. Já começou a pesagem?

Bete Passare: Boa noite Leila! Ainda não. Terminou agora o documentário sobre Nova Viena e posso adiantar para vocês que é impressionante o que o país fez junto com povo nestes últimos 12 anos.

Âncora: Como assim, junto com o povo?

BP: As pessoas de outras regiões do país foram ajudar a região norte, que foi totalmente destruída pela guerra. É emocionante! Eles se uniram para que as cidades fossem reconstruídas mais rapidamente. Vimos depoimentos fantásticos de moradores que já tinham recebido suas casas e, nos fins de semana, iam para outras cidades a fim de ajudar na obra e acelerar a entrega das casas dos cidadãos vizinhos. Leila, olhe quem está aqui. O nosso Guto Cachos veio assistir ao documentário ao lado dos jornalistas estrangeiros.

Âncora: Ô, Guto, o que você está fazendo aí? Vai dar tempo de você chegar ao programa das 20h00?

Gutos: Hoje não é meu dia no programa. Eu queria muito assistir a esta pesagem e principalmente o documentário. Na semana passada, vi o trailer na Discovery e fiquei supercurioso para saber como eles construíram a cidade de Nova Veneza e reconstruíram a antiga favela do Luar, hoje conhecida como Bairro do Luar. Leila, você não tem noção da engenharia usada aqui nas construções e reconstrução do país. Imagina a Rocinha no estilo do Morro Shatto, em Nice, França, com trens passando ao entorno dela e com todas as casas mantidas por energia solar, sem aqueles fios perigosos para a população. É maravilhoso! Estou tão maravilhado que roubei o microfone da Bete Passare.

BP: O Guto Cachos está empolgado como todos os jornalistas aqui presente. É muito interessante a comparação que ele fez porque, segundo comentários dos chanceleres das Américas, este projeto foi criado pelo bisavô do chanceler Philiphe Ferry há trinta anos, pensando exatamente na Rocinha, e veio parar em Nova Viena, na favela do Luar.

Âncora: Bete, mas o bisavô do chanceler tentou inserir esse projeto aqui?

BP: Eu não teria como te dar esta resposta agora porque não tenho informações se ele tentou ou não, mas o chanceler Philipe vai me dar uma entrevista e já está na minha pauta fazer essa pergunta para ele.

Âncora: – Se ainda der tempo, diga como é a cidade Nova Veneza?

BP: Vamos lá… rapidinho porque a Embaixadora Dalila vai falar daqui a uns minutinhos. Era uma cidade muito parecida com as cidades ribeirinhas da Amazônia, só que aqui era o mar que invadia parte da cidade. Então, os engenheiros resolveram construir uma Veneza nesta área. É difícil explicar a construção. É melhor vocês assistirem ao documentário. Vale muito a pena! Leila, você pode me confirmar se nossa querida amiga jornalista Laila Buganvílea vai traduzir simultaneamente a parte que a ONU vai liberar?

Âncora: Estou recebendo agora essa confirmação. Vai sim, Bete.

BP: Precisamos ir; vai recomeçar o evento e a embaixadora Dalila vai falar.

Âncora: Tchau para vocês! Seria bom demais se os governantes tivessem esse olhar diferente para a população brasileira. Vamos ao intervalo e voltamos com a tradução simultânea da Laila Buganvílea.

[intervalo]

Âncora: Voltamos e agora, sim, temos o link direto da ONU com tradução simultânea da Laila.

Laila Buganvílea: Senhoras e senhores, com a palavra a Embaixadora Dalila Nunes.

Dalila Nunes: Senhor presidente da Assembleia Geral da ONU, senhor secretário-geral das Nações Unidas, senhor presidente do Conselho dos Chanceleres de Haia, doutores Chanceleres, senhoras e senhores, jovens Chanceleres Mirins e jornalistas aqui presente. Antes do meu pronunciamento, quero agradecer pela troca da apresentação entre mim e o chanceler João de Deus. Vou entender como cavalheirismo e não porque estamos no mês de celebração das mulheres.

Hoje, estamos celebrando um dia especial para Nova Viena, país africano que viveu uma guerra regional e, apesar de todo sofrimento, soube se reinventar a tal ponto que suas conquistas vão inspirar muitos países.

Povo de Nova Viena, sinto-me honrada por ter estado ao lado de pessoas tão fortes e corajosas. Conheci mulheres que perderam seus filhos, filhos que perderam seus pais, meninas e mulheres que sofreram abusos dos soldados e milicianos e conheci uma menina muito especial. Não vou divulgar seu nome porque ela está protegida pela ONU. Essa menina tinha doze anos quando a guerra começou. Refugiou-se na floresta com outros moradores e de lá observava um fotógrafo que cobria a guerra. O fotógrafo foi atingido e resgatado por moradores refugiados na floresta. Estava muito ferido e a menina pediu para que ensinasse a mexer na máquina. Ela continuaria seu trabalho. O fotógrafo alertou que era perigoso. Ela argumentou: “Neste momento, até ficar aqui é perigoso. Me ensina, por favor”.

Ele ensinou; deu a ela todo seu material.

A menina, com outras garotas e uma enfermeira seguiram para mais perto da cidade que estava sendo bombardeada. A enfermeira precisava apanhar materiais hospitalares para cuidar dos feridos na floresta. As meninas permaneceram na floresta enquanto a mulher desceu até a cidade.

Infelizmente, ela foi pega, mas conseguiu fazer um sinal para que as companheiras fugissem. Contudo, elas não o fizeram. A enfermeira foi cruelmente humilhada, violentada, espancada até a morte no meio da rua daquele bairro.

A nossa heroína, lúcida e valente, fotografou do alto da floresta esse momento cruel enquanto as outras meninas choravam e a chamavam para ir embora. Ela tirou todas as fotos necessárias que posteriormente se tornaram evidência para prisão daqueles soldados.

Uma menina de doze anos virou uma mulher em menos de uma hora. O que está exposto no museu Filhos da Guerra é só a parte que o governo permitiu. O restante está sob sigilo da Suprema Corte.

Esta menina ganhou um prêmio da ONU, prêmio que ela dividiu com a família do fotógrafo que não sobreviveu. Hoje, estuda jornalismo e tem como foco para seu mestrado o olhar do fotógrafo.

Para quem não sabe, eu sou uma etíope adotada por uma médica sem fronteiras, da organização Médicos sem Fronteiras. Só quem enfrenta guerra, fome e miséria conhece as atrocidades do ser humano.

Chanceleres de Nova Viena, foi uma honra ter participado do renascimento de seu país. Foi um grande aprendizado. Vocês me deram muito mais do que pude levar de ajuda. Nova Viena me deu meus quatro filhos vienenses. Muito obrigada!

LB: Vai ter uma pausa de cinco minutos e o próximo a falar será o chanceler João de Deus.

Âncora: Nossa! Estou toda arrepiada! A Embaixadora é durona, Laila!

LB: É sim. Pela programação da Bete Passare, ela não seria a primeira a falar. Acredito que não gostou muito da troca e deixou seu recado. Muito emocionante, a fala da Embaixadora. No Clube dos Correspondentes, um dos jornalistas que cobre guerra contou a história da menina que a Embaixadora citou. Eu só não lembrava o nome do país.

Âncora: Pelo que deu para entender, a Embaixadora adotou seus filhos em Nova Viena.

LB: Sim. Provavelmente, são filhos da guerra, como ela mesma citou. Leila, olha a sua direita do vídeo. Está chegando a balança.

Âncora: Gente. Olhem como a balança brilha!

LB: A balança parece de prata e, na sua ponta de cima, tem um quadradinho digital, eu acho.

Âncora: Bem, gente, está terminando o nosso jornal. Obrigada por sua companhia. Segue agora o Clube em Pauta, com a Bete Iris. A Laila Buganvílea vai continuar no estúdio traduzindo simultaneamente para nossos assinantes a pesagem de Nova Viena direto da ONU. Até amanhã e obrigada pela sua companhia!

[Fim do Jornal das 18h00]

Reprodução das Notícias na Mídia Acompanhe aqui a repercussão da pesagem de Nova Viena no Jornal das 20h00  direto da ONU. Acesse o link  Press Mídia Feminina online Reprodução do Jornal das 20h00

Nota por Elaine Paiva

Se você chegou até o fim do texto, esclareço que o Brasil não será denunciado.

Este texto foi inspirado na tese de Direito Quântico do dr. Philipe Ferry, baseado na primeira e terceira Lei de Newton. Princípio da Inércia e Princípio da Ação e Reação.

A brincadeira com os jornalistas foi inspiração por afinidade, não tendo a emissora nenhuma responsabilidade ou parceria com este trabalho de primeiro de abril (Dia da Mentira).

Se você tiver problemas com a emissora, troque de canal; se tiver problemas comigo, delete-me de sua rede social. A única coisa que peço é que saiam da Lei da Inércia e entrem na Lei da Ação e Reação. A sociedade precisa debater a atual situação do país. E não será olhando para seu partido ou político favorito nem para sua categoria – e muito menos para suas necessidades pessoais – que sairemos desta situação caótica em que nos encontramos.

Mais de 12 milhões de brasileiros estão desempregados. Muitos deles perderam boa parte do que haviam conquistado, sem contar aqueles que perderam tudo. A tese do dr. Philphe Ferry inspirou o Projeto Guardião. É um documentário literário em 12 episódios que estará disponível para todos os internautas em abril.

Se ficou interessado, acompanhe o desenrolar desta história no jornal das 18h00 e no das 20h00hs no dia 1º de abril.

O Primeiro episódio já está pronto e sendo editado.

Créditos: Editor Serg Smigg

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